3 - As relações com o Egito e a dominação dos Hyksos

Na antigüidade, principalmente ao longo do segundo milênio a.C., os Fenícios e os Egípcios mantiveram intensas relações, não só comerciais, mas também políticas e religiosas. Para os Egípcios, essa relação significava, sob um aspecto prático, a obtenção de madeira, extraída dos cedros libaneses. Em troca, os Fenícios recebiam presentes valiosos para o templo de Biblos.

Essa relação não era "de igual para igual", já que o poderio militar egípcio superava, em muito, o dos Fenícios. Por volta de 1800 a.C. os príncipes de Biblos eram praticamente subordinados aos faraós.

Um pouco antes do século XIV a.C., um fluxo imigratório, segundo o historiador Philip Hitti, de origem desconhecida porém de etnia semita, chegou a Canaã. Esses invasores absorveram em suas fileiras um grande números de combatentes não-semitas. Os Hyksos foram responsáveis pelo uso do cavalo não só para montaria como também para transporte de equipamentos. À dominação a que se refere convencionou-se chamar de "dominação dos Pastores ou Hyksos". Depois de anos, Ahmes I do Egito venceu os Hyksos e, a partir de então, a Fenícia foi se tornando gradualmente mais independente para, durante o milênio subsequente, viver sua Idade de Ouro.


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