O Líbano, país considerado "a pérola do Oriente", é uma das principais referências turísticas da região do Oriente Médio. Por apresentar uma enorme variedade de paisagens e climas, o Líbano, desde 1951 - quando da inauguração do aeroporto internacional de Beirute -, recebe grande número de turistas, principalmente da Europa e das Américas.

A natureza privilegiada e o clima agradável propiciam os passeios. Em um mesmo dia, é possível desfrutar as praias e esquiar nas montanhas (o Líbano é o único centro de esportes de inverno no Oriente Médio). Além disso, é possível apreciar, através das ruínas históricas, o mosaico de civilizações que marcaram a história do Líbano. Há templos fenícios em Jebail (Biblos), templos romanos em Baalbeck, igrejas dos cruzados em Jebail e Beirute, mesquitas da época dos mamelucos em Trípoli e palácios erguidos pelos emires, como Beit Eddine.

Para o conforto do turista, o Líbano conta com uma ampla infra-estrutura, tanto em termos de transporte quanto de hospedagem, somada à tradição de hospitalidade dos libaneses. O Líbano possui vários hotéis 5 estrelas, como o Mariott, o Summerland e o imponente Fenícia - recentemente reconstruído - em Beirute, e outros tantos de primeira classe em todas as regiões do país.

O país pode ser dividido em quatro regiões: a planície costeira, onde se encontram as cinco cidades fenícias com seus portos históricos - Beirute, Jebail (Biblos), Saida, Tiro e Trípoli; o maciço montanhoso "Monte Líbano", com altitudes de mais de 3.000 metros; o fértil Vale de Beqaa; e a cordilheira do Antilíbano.

A planície costeira - principais cidades

Beirute - a cidade foi fundada aproximadamente 4.000 anos antes da era cristã. Hoje, com mais de um milhão de habitantes, passa por um intenso processo de reconstrução, demonstrando a vitalidade dos libaneses e sua resistência aos conflitos.A posição estratégica da cidade, ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente, fez com que ela se desenvolvesse como centro comercial, financeiro e cultural. O Porto de Beirute é atualmente o maior do Mediterrâneo oriental. Entre as principais atrações da cidade estão as estruturas da época romana e bizantina, como as termas romanas e os mosaicos de uma igreja bizantina. Há também estruturas das épocas das cruzadas, das épocas mameluca e otomana, como uma muralha medieval, ruínas de um castelo de terra e a Torre do Relógio. Na cidade encontram-se também importantes mesquitas, muitas delas construídas sobre igrejas, como a Grande Mesquita Al-'Omari. Há também igrejas cuja construção refletem a história da cidade. A Catedral de São Jorge dos Greco-Ortodoxos, a mais antiga, foi construída em 1767 sobre estruturas cruzadas e bizantinas. Dentre os museus, o de maior destaque é o Museu Nacional, inaugurado em 1942 para abrigar os tesouros arqueológicos do Líbano.

Biblos/Jebail - esta cidade foi a primeira cidade fenício-libanesa estabelecida. Nela, Cadmo inventou o alfabeto fonético. O nome Biblos tem origem na comercialização intensa do papiro na cidade. Situada 37 quilômetros ao norte de Beirute, Biblos é um dos principais sítios arqueológicos do Líbano. Biblios deu seu nome à Bíblia e, durante a antigüidade, manteve estreitas relações com o Egito. Passou por diversos terremotos e, por vezes, foi reconstruída, embora nunca tenha gozado da reputação que tinha na época dos Fenícios.

Trípoli - Trípoli está localizada 85 quilômetros ao norte de Beirute. É a capital do Líbano do Norte e segunda maior cidade do país. Seu nome deve-se ao fato de a cidade ter sido criada por tirenses, sidoneanos e aradianos - portanto, Trípoli ou "Três Cidades". Trípoli ficou, durante longo tempo, submetida aos Califados. Quando os cruzados a conquistaram, tornaram-na sede de um bispado. Nessa época, Trípoli desfrutou de grande progresso e tornou-se um dos principais centros de comércio da região. Em 1285, Trípoli foi destruída pelo sultão Qualasun Malek. Depois de alguns anos, foi reconstruída a alguns quilômetros do local onde se situava anteriormente ao ataque.

Saida/Sidon - Situada a quase 50 quilômetros de Beirute, na direção sul, Saida - que significa "lugar de pesca" - foi construída por Sidon, neto de Noah, e daí seu outro nome. Saida viveu seu esplendor no tempo dos persas, em que foi transformada em capital de uma grande satrapia que envolvia a Síria e o Líbano. Mas suas glórias têm origem remota: ela já havia sido capital do mundo fenício. A cidade, desta forma, conserva ruínas de templos fenícios, entre outras ruínas de grande interesse.

Tiro - Tiro é, das cidades litorâneas, a que se localiza mais ao sul, a 88 quilômetros de Beirute. Foi construída numa pequena ilha rochosa, o que sempre a conferiu uma posição estratégica privilegiada em relação à defesa de ataques externos. Talvez seja esse o motivo de Tiro ter uma história de resistência aos conquistadores. Resistiu por muito tempo às investidas de Nabucodonosor e de Alexandre o Grande. Foram tirenses deportados que criaram Cartago, principal centro de irradiação cultural do seu tempo.

A Montanha Libanesa

Formada pelo Monte-Líbano, o vale do Beqaa e o Anti-Líbano, a Montanha Libanesa, juntamente com a planície litorânea, constitui o país.

O Monte Líbano é responsável pelo nome do país, e símbolo do mesmo. Trata-se de uma cadeia de montanhas paralela à costa a uma distância de aproximadamente 30 quilômetros da mesma. O Monte Líbano é "a casa dos cedros" e foi, durante séculos, local de refúgio para minorias oprimidas por conquistadores. O Monte Líbano abriga diversos resorts e estações de esqui que recebem grande número de turistas anualmente.

O Vale do Beqaa

O Vale do Beqaa é "um mundo em miniatura cuja unidade se afirma através da diversidade de paisagens, homens e deuses"(ROITER, 1980, p.105). Ele é responsável por uma grande parte da produção agrícola libanesa, posto que possui o solo mais fértil do país. Localizado entre o Monte-Líbano e o Anti-Líbano, o Beqaa também abriga importantes cidades como Baalbeck, um dos principais centros turísticos e culturais do Líbano e Zahle, a cidade "do vinho e da poesia" e terceira maior do país.

Baalbeck - Baalbeck é uma cidade célebre pelas ruínas de seus suntuosos e imponentes templos, principalmente os de Baco e Júpiter. São templos gigantescos que fazem parte de um conjunto majestoso, estendendo-se por trezentos metros e com colunas de mais de vinte metros de altura. Incrivelmente, as construções romanas trazem marcas do espírito fenício. Os pátios que entremeiam os templos não têm origem na tradição romana e sim na fenícia. Hoje, Baalbeck é um importante centro artístico do Líbano, palco do Festival Internacional no qual acontecem diversos espetáculos de música, dança etc. A beleza natural das montanhas do Anti-Líbano coroam a cidade ao entardecer, oferecendo um espetáculo natural que, justaposto à grandeza das ruínas, propicia uma experiência singular ao visitante.

Zahle - Terceira maior cidade do Líbano, Zahle é uma cidade com intensa movimentação cultural, tal qual Baalbeck. É conhecida também pelo cultivo de vinhedos e pela produção de bons vinhos. Zahle conta também com ótimos restaurantes ao ar livre, curiosamente chamados de "cassinos", localizados nas margens do rio Bardawni. Trata-se da principal referência gastronômica libanesa.

Cordilheira do Anti-Líbano

A Cordilheira do Anti-Líbano é bastante árida, conta com altas montanhas e limita o Líbano a leste. A partir dela, pode-se perceber a transição da paisagem que se processa seguindo em direção à Síria.

 

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